Video Musical "Tereza: Rainha do Quariterê"

 

Tereza de Benguela 


                                 




                                     "Tereza: Rainha do Quariterê"


(Instrumental: Alfaias, agogô, coros em línguas bantu e violão soul)

Verso 1 (A Ascensão):
"Mato Grosso, 1730, o quilombo é nação,
Tereza de Benguela teceu a rebelião.
José Piolho tombou, mas ela não fraquejou:
«Enquanto eu for mãe, o Quariterê não cairá!».
Negra de Angola, braço forte, mente aguçada,
Plantou mandioca, fundou parlamento e espada.
No cerrado, seu trono era a terra que é nossa,
Rainha quilombola, coroa de ferro e foice!"

Refrão:
"Ê, Tereza! Ê, Benguela!
Sua luta é lei, 25 de Julho* na janela!
Ê, Tereza! Ê, guerreira!
Da senzala ao Estatuto**, ela é a mulher brasileira!"

Verso 2 (O Quilombo da Resistência):
"Quilombo armado de arco, enxada e tambor,
Negro, indígena, mestiço: todo povo é doutor.
Moeda própria cunhada, justiça sem coronel,
Tereza governou como a mãe do Brasil fiel.
Mas o Império tremeu, enviou a destruição,
E o sangue do Quariterê virou rio de dor e canção."

Ponte (A Queda e a Eternidade):
"Dizem que a capturaram, que a cabeça cortaram,
Mas Tereza virou vento, nuvem, semente que plantaram.
Na garganta do cerrado, seu nome ainda ecoa:
«Enquanto uma negra lutar, Quariterê não morre à toa!»."

Verso 3 (Legado Presente):
"Hoje, 25 de Julho, as Marias*** levantam a voz,
Das domésticas de BH às mestras da UNEB.
Nas ocupações do MST, nas periferias de SP,
Tereza é semente de um Brasil que vai renascer.
E se o racista gritar, a resposta vem da raiz:
«Tereza vive em toda negra que não abaixa a cerviz!»"

Verso 4 (Tereza Futura):
"Na favela, na universidade, na tela do cinema,
Tereza é filha, é mãe, é a força que não termina.
Ela é Djamila**** nos livros, é Preta Rara no verso,
É a juíza que sentencia: «O racismo é reverso!».
Enquanto houver Quilombo, haverá Tereza no chão,
Porque o ontem foi semente, e o amanhã é colação!"

Refrão Final:
"Ê, Tereza! Ê, Benguela!
Sua luta é lei, 25 de Julho na janela!
Ê, Tereza! Ê, guerreira!
Do passado ao presente, ela é a mãe brasileira!"

(Outro: Solo de berimbau e coro infantil cantando "Tereza, Tereza, a liberdade é sua beleza!")