Tereza de Benguela
Glossário Histórico-Cultural:
25 de Julho: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei nº 12.987/2014).
Estatuto da Igualdade Racial: Lei brasileira de 2010 que combate o racismo.
Marias: Referência às mulheres negras comuns que carregam seu legado.
Djamila Ribeiro: Filósofa e escritora negra brasileira contemporânea.
Preta Rara: Ex-empregada doméstica, rapper e escritora que denuncia o racismo.
Elementos Didáticos:
Governança Quilombola: Parlamento, moeda própria, agricultura sustentável.
Sincretismo de Lutas: Conecta Tereza a movimentos atuais (MST, feminismo negro).
Simbolismo Natural: Ela como vento, semente, rio (ciclo de resistência).
Ritmo Sugerido:
Maracatu Nação: Batidas graves de alfaia para evocar solenidade.
Soul Africano: Harmonia vocal inspirada em Angelique Kidjo ou Luedji Luna.
25 de Julho: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei nº 12.987/2014).
Estatuto da Igualdade Racial: Lei brasileira de 2010 que combate o racismo.
Marias: Referência às mulheres negras comuns que carregam seu legado.
Djamila Ribeiro: Filósofa e escritora negra brasileira contemporânea.
Preta Rara: Ex-empregada doméstica, rapper e escritora que denuncia o racismo.
Elementos Didáticos:
Governança Quilombola: Parlamento, moeda própria, agricultura sustentável.
Sincretismo de Lutas: Conecta Tereza a movimentos atuais (MST, feminismo negro).
Simbolismo Natural: Ela como vento, semente, rio (ciclo de resistência).
Ritmo Sugerido:
Maracatu Nação: Batidas graves de alfaia para evocar solenidade.
Soul Africano: Harmonia vocal inspirada em Angelique Kidjo ou Luedji Luna.
🎓 Notas Didáticas – Tereza: Rainha do Quariterê
Análise verso a verso
🎵 Verso 1 – A Ascensão:
"Tereza de Benguela teceu a rebelião… Fundou parlamento e espada."
🔍 Interpretação: Introduz Tereza como líder política e militar do Quilombo
do Quariterê, misturando imagem de mãe com rainha estrategista.
“Coroa de ferro e foice” representa seu poder real e revolucionário.
🎵 Refrão:
"25 de Julho na janela… Ela é a mulher brasileira!"
🔍 Interpretação: Celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e
Caribenha. Tereza se transforma em arquétipo coletivo da resistência
feminina negra no Brasil.
🎵 Verso 2 – O Quilombo da Resistência:
"Moeda própria cunhada, justiça sem coronel…"
🔍 Interpretação: Mostra que o quilombo era uma sociedade organizada,
com soberania e autodeterminação. A luta de Tereza era por liberdade e
por um novo modelo de civilização.
🎵 Ponte – A Queda e a Eternidade:
"Tereza virou vento, nuvem, semente que plantaram…"
🔍 Interpretação: Ressignifica sua possível execução como imortalização.
A metáfora natural (“vento”, “semente”) conecta Tereza à continuidade
espiritual e histórica da luta negra.
🎵 Verso 3 – Legado Presente:
"As Marias levantam a voz… Tereza é semente de um Brasil que vai renascer."
🔍 Interpretação: Tereza se atualiza nas mulheres negras de hoje —
das trabalhadoras às intelectuais. A canção reforça que sua luta não
é passado, mas presente em construção.
🎵 Verso 4 – Tereza Futura:
"Tereza é filha, é mãe… é Djamila, é Preta Rara…"
🔍 Interpretação: Atualiza Tereza nas figuras negras femininas da cultura,
do direito e da educação. O futuro se enraíza no quilombo —
“o ontem foi semente, o amanhã é colação”.
🎵 Coda:
"Tereza, Tereza, a liberdade é sua beleza!"
🔍 Interpretação: Coro infantil reforça o aspecto educativo e simbólico do legado.
A liberdade como beleza conecta estética, identidade e política.
🎵 Verso 1 – A Ascensão:
"Tereza de Benguela teceu a rebelião… Fundou parlamento e espada."
🔍 Interpretação: Introduz Tereza como líder política e militar do Quilombo
do Quariterê, misturando imagem de mãe com rainha estrategista.
“Coroa de ferro e foice” representa seu poder real e revolucionário.
🎵 Refrão:
"25 de Julho na janela… Ela é a mulher brasileira!"
🔍 Interpretação: Celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e
Caribenha. Tereza se transforma em arquétipo coletivo da resistência
feminina negra no Brasil.
🎵 Verso 2 – O Quilombo da Resistência:
"Moeda própria cunhada, justiça sem coronel…"
🔍 Interpretação: Mostra que o quilombo era uma sociedade organizada,
com soberania e autodeterminação. A luta de Tereza era por liberdade e
por um novo modelo de civilização.
🎵 Ponte – A Queda e a Eternidade:
"Tereza virou vento, nuvem, semente que plantaram…"
🔍 Interpretação: Ressignifica sua possível execução como imortalização.
A metáfora natural (“vento”, “semente”) conecta Tereza à continuidade
espiritual e histórica da luta negra.
🎵 Verso 3 – Legado Presente:
"As Marias levantam a voz… Tereza é semente de um Brasil que vai renascer."
🔍 Interpretação: Tereza se atualiza nas mulheres negras de hoje —
das trabalhadoras às intelectuais. A canção reforça que sua luta não
é passado, mas presente em construção.
🎵 Verso 4 – Tereza Futura:
"Tereza é filha, é mãe… é Djamila, é Preta Rara…"
🔍 Interpretação: Atualiza Tereza nas figuras negras femininas da cultura,
do direito e da educação. O futuro se enraíza no quilombo —
“o ontem foi semente, o amanhã é colação”.
🎵 Coda:
"Tereza, Tereza, a liberdade é sua beleza!"
🔍 Interpretação: Coro infantil reforça o aspecto educativo e simbólico do legado.
A liberdade como beleza conecta estética, identidade e política.
📚 Conexões com a BNCC
📘 História / Ensino Fundamental (Anos Finais)
EF08HI03 – Analisar as formas de resistência negra à escravidão no Brasil.
→ O Quilombo do Quariterê, liderado por Tereza, é exemplo avançado de organização
quilombola.
EF09HI06 – Valorizar a atuação de mulheres negras na formação do Brasil.
→ A canção transforma Tereza em figura de referência intergeracional e interseccional.
EF08HI03 – Analisar as formas de resistência negra à escravidão no Brasil.
→ O Quilombo do Quariterê, liderado por Tereza, é exemplo avançado de organizaçãoquilombola.
EF09HI06 – Valorizar a atuação de mulheres negras na formação do Brasil.
→ A canção transforma Tereza em figura de referência intergeracional e interseccional.
📘 Língua Portuguesa
EF69LP09 – Interpretar metáforas e vozes líricas em textos com função crítica.
→ A letra usa poesia e referência política para construir imagem de resistência coletiva.
EF69LP09 – Interpretar metáforas e vozes líricas em textos com função crítica.
→ A letra usa poesia e referência política para construir imagem de resistência coletiva.
📘 Ensino Religioso / Interdisciplinaridade
EREMEF09ER02 – Respeitar diferentes tradições culturais e espirituais
presentes nas comunidades.
→ A canção valoriza o legado quilombola como sagrado e fundacional
para a identidade afro-brasileira.
EREMEF09ER02 – Respeitar diferentes tradições culturais e espirituais
presentes nas comunidades.
→ A canção valoriza o legado quilombola como sagrado e fundacionalpara a identidade afro-brasileira.
✏️ Sugestões Pedagógicas
Atividade 1: Mapa dos quilombos históricos do Brasil e destaque para o Quariterê.
Atividade 2: Roda de conversa: “Quem são as Terezas de hoje?”
Atividade 3: Painel coletivo com o tema: “O quilombo é agora” — conectando passado e presente.
Atividade 4: Leitura e debate de trechos de autoras negras citadas (como Djamila Ribeiro e Preta Rara).
Atividade 5: Criação de um manifesto estudantil com o título: “25 de Julho é todo dia”.
Atividade 1: Mapa dos quilombos históricos do Brasil e destaque para o Quariterê.
Atividade 2: Roda de conversa: “Quem são as Terezas de hoje?”
Atividade 3: Painel coletivo com o tema: “O quilombo é agora” — conectando passado e presente.
Atividade 4: Leitura e debate de trechos de autoras negras citadas (como Djamila Ribeiro e Preta Rara).
Atividade 5: Criação de um manifesto estudantil com o título: “25 de Julho é todo dia”.
Atividades Pedagógicas
Debate:
"Por que Tereza de Benguela não é tão conhecida quanto Zumbi ou Dandara?"
Relacione o apagamento histórico de mulheres negras com o machismo estrutural.
Linha do tempo interativa:
Inclua marcos como 1730 (ascensão de Tereza), 1770 (queda do Quariterê) e 2014 (Lei do 25 de Julho).
Arte engajada:
Peça aos alunos que criem cartazes com frases como "Tereza vive nas Marielles de hoje!" usando símbolos de resistência (tranças, tambores).
Pesquisa comparativa:
Compare o Quilombo do Quariterê com outros quilombos brasileiros (Palmares, Cafundó).
Debate:
"Por que Tereza de Benguela não é tão conhecida quanto Zumbi ou Dandara?"
Relacione o apagamento histórico de mulheres negras com o machismo estrutural.
Linha do tempo interativa:
Inclua marcos como 1730 (ascensão de Tereza), 1770 (queda do Quariterê) e 2014 (Lei do 25 de Julho).
Arte engajada:
Peça aos alunos que criem cartazes com frases como "Tereza vive nas Marielles de hoje!" usando símbolos de resistência (tranças, tambores).
Pesquisa comparativa:
Compare o Quilombo do Quariterê com outros quilombos brasileiros (Palmares, Cafundó).
Recursos Complementares
Livros:
"Heroínas Negras Brasileiras", de Jarid Arraes (capítulo sobre Tereza).
"Quilombos do Brasil: Resistência e Ancestralidade", de Kiusam de Oliveira.
Filmes/Documentários:
"Tereza de Benguela: A Rainha do Quilombo do Quariterê" (curta-metragem disponível no YouTube).
"A Última Abolição" (2018), que aborda resistências negras.
Sites:
Instituto Tereza de Benguela: terezadebenguela.org.br.
Livros:
"Heroínas Negras Brasileiras", de Jarid Arraes (capítulo sobre Tereza).
"Quilombos do Brasil: Resistência e Ancestralidade", de Kiusam de Oliveira.
Filmes/Documentários:
"Tereza de Benguela: A Rainha do Quilombo do Quariterê" (curta-metragem disponível no YouTube).
"A Última Abolição" (2018), que aborda resistências negras.
Sites:
Instituto Tereza de Benguela: terezadebenguela.org.br.
Conclusão para os Professores
Use a música para:
Descolonizar o currículo: Destaque o protagonismo de mulheres negras na formação do Brasil.
Intersecção de lutas: Relacione a resistência quilombola com pautas atuais (feminismo negro, reforma agrária).
Arte como ferramenta: Mostre como a música e a poesia preservam memórias apagadas.
Frase final para os alunos:
"Tereza de Benguela não é passado: ela é a voz que ecoa em toda mulher negra que se levanta. Sua coroa é feita de lutas, e seu trono é a terra que resiste."
Use a música para:
Descolonizar o currículo: Destaque o protagonismo de mulheres negras na formação do Brasil.
Intersecção de lutas: Relacione a resistência quilombola com pautas atuais (feminismo negro, reforma agrária).
Arte como ferramenta: Mostre como a música e a poesia preservam memórias apagadas.
Frase final para os alunos:
"Tereza de Benguela não é passado: ela é a voz que ecoa em toda mulher negra que se levanta. Sua coroa é feita de lutas, e seu trono é a terra que resiste."