João Cândido Felisberto
Letra da música — “Sem Chibata”
(rap/afrobeat;
linguagem direta; slogans claros)
Verso 1
Baía de Guanabara, convés em vigília,
navio moderno, disciplina que humilha.
Homem negro em pé, olho no aço e no cais,
chama a tripulação: “respeito já, nada mais”.
Pré-refrão
Se o canhão é voz, que fale por direitos,
navio não dispara contra os próprios peitos.
Refrão
Sem chibata, sem terror,
é soldo justo, é respeito, é valor.
Sem chibata, sem temor,
marinheiro negro comanda o tambor.
Verso 2
Panfleto no porão, mensagem na antena,
anistia na mão, cidade que acena.
Quem quer república tem que ouvir o porão,
sem homem negro livre não há nação.
Ponte
Ilha das Cobras, memória que arde,
nome de João na proa da tarde.
Refrão
Sem chibata, sem terror… (repete)
Verso 3
Se o mar levou promessa que o poder não quis,
peixe e suor na banca do país.
Mas cada escola acende essa carta:
mar sem açoite, república farta.
Refrão
final
Sem chibata, sem terror,
é soldo justo, é respeito, é valor.