Video Musical "Axé no Terreiro"

 

Candomblé 





                             "Axé no Terreiro"


(Ritmo: Maracatu con toques de ijexá y coros yorubá)

Verso 1 (A Criação):
"Olodumare no céu teceu a luz,
No ventre de Nanã nasceu o barro e a cruz.
Oxalá vestiu branco, moldou o humano,
No sopro do mundo, o axé foi o arcano.
Yemanjá, rainha do mar e dorinha,
Deu sal às lágrimas, calma à maré bravinha.
Ogum com sua espada abriu a floresta,
Xangô na justiça, o trovão na contestação da testa!"

Refrão:
"Ê, axé! Ê, axé!
No atabaque o sagrado bate pé.
Ê, axé! Ê, axé!
Candomblé é raiz, é chão, é fé!"

Verso 2 (Os Orixás Guerreiros):
"Oxóssi flecha o arco na mata fechada,
Caçador de esperanças, Erê na madrugada.
Iansã gira o vento, roupa cor de guerreira,
No fogo da espada, ela é paixão fronteira.
Obaluaiê cura com folha de mariô,
Omulu na terra, o sol e o sudário.
Ewá na cachoeira, segredo na fonte,
Oxum no ouro, no amor, no útero da gravidez que não desmonte!"

Ponte (Os Princípios):
"Respeito ao mais velho, a folha sagrada,
O sangue do animal não é morte, é dádiva.
Ebó no assentamento, firmeza no jogo de búzios,
Quem tem santo no peito não teme o próprio vazio."

Verso 3 (A Resistência):
"Na senzala escondido, o alujá dançou,
Na capa do catolicismo, o Orixá se camuflou.
Mãe Menininha do Gantois segurou a tradição,
Filha de Oxum, enfrentou a perseguição.
Hoje o terreiro é escola, altar e quilombo,
A diáspora negra reescreve o seu assombro."

Verso 4 (A Celebração):
"Na roda de Xangô, o corpo é oração,
Pé no chão batido, voz na exaltação.
O povo de santo gira, o transe é vereda,
Orixá incorpora, a alma fica inteira e desassombrada.
Ogã na batida, a ekede no ilú,
O canto dos antigos ecoa: «Òrun aiye, o mundo é um só!»"

Refrão Final:
"Ê, axé! Ê, axé!
No atabaque o sagrado bate pé.
Ê, axé! Ê, axé!
Candomblé é memória, é futuro, é pé no chão de pé!"

(Outro: Coros em yorubá: "Àṣẹ o! Àṣẹ o!" e batidas suaves de atabaque)