A Revolta do Búzios
Letra da música — “Búzios em Voz Alta”
(rap/afrobeats
com refrão forte — manteremos linguagem simples, slogans e imagens de
panfletos)
Verso 1
Noite de Salvador, vela acesa no papel,
mão de alfaiate costura ideia no pincel.
Preço do pão, corrente no chão,
negro levanta a cidade com a própria mão.
Pré-refrão
Se a rua é sala de aula, a praça é tambor,
quem lê a liberdade vira professor.
Refrão
Búzios em voz alta, Bahia, 1798,
negro e mulato pedem pão e direitos.
República no peito, igualdade na mão,
panfleto é tambor que sacode o chão.
Verso 2
Soldado mal pago, quitanda no cais,
letra correndo no vento que traz.
Se o mundo muda, a cidade escuta,
ideia francesa em ginga de luta.
Ponte
Nome que a forca não cala:
Lucas, Gonzaga, João, Manuel — sala
aberta no tempo, lição que não some,
negro escreve a República com seu nome.
Refrão
Búzios em voz alta, Bahia, 1798,
negro e mulato pedem pão e direitos.
República no peito, igualdade na mão,
panfleto é tambor que sacode o chão.
Verso 3
Se prenderam a voz, ficou o coral,
cada escola repete o sinal.
Costura que fecha é costura que une,
Bahia ensina o Brasil que surge.
Refrão
final
Búzios em voz alta, Bahia, 1798,
negro e mulato pedem pão e direitos.
República no peito, igualdade na mão,
hoje a memória é nosso clarão.
o