Zumbi dos Palmares
Resistência
Lyrics
Verso 1:
"Século dezesseis, o açúcar sangrou o chão,
Mas na Serra da Barriga brotou a rebelião.
Ganga Zumba comandou, Zumbi fez ecoar,
Quilombo dos Palmares: um reino pra lutar!
Cerca de palmeiras, liberdade em cada lar,
Negro, indígena, branco pobre... Todo mundo a sonhar.
Na República de Palmares, ninguém era escravo,
Plantando resistência, colhendo o direito mais bravo!"
Refrão:
"Palmares não morreu, tá na favela, no gueto,
Na voz do movimento, no punho erguido do preto!
Zumbi virou semente, Dandara é raiz,
A luta que começou lá atrás ainda segue feliz!"
Verso 2:
"Noventa anos de guerra, o Brasil colonial tremeu,
Mas a Coroa não aceitou que o negro venceu.
Botaram fogo na Macaco*, sangue molhou o chão,
Mas a semente daquela vitória virou multidão.
Hoje, nas quebradas, o quilombo é mental,
Na periferia, a favela é o Palmares atual.
Do MST à Marcha das Mulheres Negras,
A bandeira da liberdade ainda arde nas entranhas!"
Ponte:
"E a Lei 10.639** não apagou a chama,
Ensinar nossa história não é só na escola, é na alma.
Capoeira vira dança, berimbau vira voz,
Cada passo de jongo é um verso de nós."
Verso 3:
"2023, mas o racismo ainda espia,
A bala perdida acha fácil a cara da Maria***.
Mas a terreira, a mãe solo, o rappers na quebrada,
São herdeiros de Zumbi na batalha travada.
O quilombo é tech, é funk, é sarau,
É preto no topo, escrevendo: 'Amanhã será nosso agora!'"
Refrão Final:
"Palmares não morreu, tá na rua, no peito,
Na luta por teto, no livro, no direito!
Zumbi virou estrela, Dandara é poder,
O primeiro quilombo vive pra não esquecer!"