João Clímaco de Albuquerque
LETRA DA MÚSICA – "PADRE CLÍMACO, A VOZ QUE NÃO SE CALA"
(Verso 1)
Não foi espada, nem tambor,
Mas sua pena ergueu o clamor,
Na vila em chamas, um padre escreveu,
Com tinta e fé, o que Deus não esqueceu.
(Verso 2)
Enquanto a tropa calava o terreiro,
Clímaco ergueu seu verbo certeiro,
Disse que fé não se vende ou promete,
Que o altar do povo é onde a dor se repete.
(Ponte)
Padre entre o povo e o poder,
Escolheu o povo, sem se esconder,
Na solidão da verdade ferida,
Foi luz nos becos da injustiça escondida.
(Refrão)
Padre Clímaco, voz que não se cala,
Contra o silêncio que a dor embala,
Fez do evangelho sua rebeldia,
Escreveu justiça com poesia.
(Verso 3)
Foi afastado, foi esquecido,
Mas cada carta é um grito contido,
E em Queimado seu nome persiste,
No altar da memória que resiste.
(Refrão final)
Padre Clímaco, voz que não se cala,
Mesmo sem trono, nem catedral,
Ficou no povo como centelha,
Do Deus que habita a favela e a capela.