Mãe Andresa
📚 Notas Didáticas
– Análise da Letra Mãe Andresa – Raiz do Quilombo
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(Verso 1)
No coração do Recôncavo nasceu / Uma mulher que o tempo não esqueceu Localiza geograficamente o quilombo e já atribui a Mãe Andresa uma presença histórica duradoura. Ideal para introduzir o Recôncavo Baiano e sua importância na resistência negra. Com mãos de cura e olhos de saber / Fez da fé seu jeito de viver Refere-se ao papel de Mãe Andresa como curadora e mulher de fé, destacando a conexão entre espiritualidade e prática comunitária.
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(Verso 2)
No Buraco do Tatu ela ergueu / Um quilombo onde a alma floresceu Cita o nome do quilombo real, inserindo contexto histórico direto. A “alma floresceu” sugere o cultivo da identidade, liberdade e cultura. Com reza forte e batuque no chão / Fez da memória sua proteção Aponta para os rituais como forma de resistência cultural. A memória aparece como ferramenta de luta e continuidade.
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(Ponte)
Andresa chama, voz do tambor / Ecoa longe, vibra com amor Representa o legado de Mãe Andresa através da oralidade e da música. O tambor é símbolo de comunicação ancestral. Entre as matas, no canto sagrado / Resiste o povo, firme, enraizado Mostra a geografia do quilombo como espaço sagrado e seguro. A resistência está ligada à terra, à fé e às raízes culturais.
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(Refrão)
Mãe Andresa, raiz do quilombo / Luz que guia na força do combo Metáfora da personagem como “raiz” — origem e sustentação. “Combo” remete ao toque coletivo, à força do grupo. Traz o axé da ancestralidade / Grita o nome da liberdade “Axé” representa energia vital, poder ancestral. O grito por liberdade é o centro do quilombo como símbolo de autonomia.
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(Verso 3)
Fez do terreiro o chão da união / Mulher semente, mão de benção O terreiro é mais do que espaço religioso: é o centro político e social da comunidade. Ela aparece como semeadora de resistência. Guardou os cantos, as folhas do bem / E ensinou a lutar sem temer ninguém Valoriza a tradição oral e os saberes das ervas medicinais. O verso final enfatiza a coragem frente à opressão.
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(Refrão repetido)
** Refirma os elementos centrais: ancestralidade, fé e luta. Reforça a musicalidade e permite trabalhar repetição como elemento educativo.
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(Final – refrão alternado)
Vive Andresa no toque do atabaque / Vive no barro, na roda e no traque Transmite a ideia de imortalidade através da cultura. “Barro” (a casa), “roda” (comunidade) e “traque” (resistência sutil). Raiz mais funda que o chão da dor / Quilombo é vida, memória e amor Encerramento poderoso. A dor da escravidão é superada pela força da raiz e pela positividade do legado quilombola.
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🎓 Sugestões Pedagógicas (BNCC) Áreas:
História, Geografia, Arte, Língua Portuguesa Anos sugeridos: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
Competências BNCC envolvidas:
• (EF06HI06) Reconhecer as estratégias de resistência da população africana escravizada.
• (EF09AR28) Analisar manifestações da cultura afro-brasileira nas artes.
• (EF69LP25) Interpretar textos poéticos com base em metáforas e simbologias.
Atividades possíveis:
• Leitura coletiva e análise da letra com mapa do Recôncavo
• Pesquisa sobre o Quilombo Buraco do Tatu
• Criação de ilustrações baseadas nos versos
• Roda de conversa sobre a importância das mulheres negras na história
• Montagem de uma linha do tempo quilombola